SOS Saúde, de Michael Moore, um ótimo filme!

SOS Saúde, Michael Moore, um trecho:

        

          Um casal de amigos acabou de passar o site que podemos abaixar o filme inteiro (eu assisti de locadora):

         http://versaude.blogspot.com/2008/06/sicko.html

         Recomendo este documentário para todos, até para aqueles que não precisam ou não se importam com o problema de saúde pública.

         Nossa elite aprende fácil demais a seguir as piores elites do mundo, a sucatear a educação e a saúde pública.

          Verdade que estamos em um governo federal que nunca lutou tanto contra esta elite, e lutou com democracia, sem stalinismos. Sem stalinismo Lula conseguiu entrar em um país com mais de 40 milhões de miseráveis e hoje, setembro de 2009, ele se encontra com 14 milhões. Ainda é muito, é verdade. Contudo, se continuássemos na política neoliberal psdebista, talvez hoje estivéssemos com uns 60 milhões de miseráveis.

          Todavia, a luta contra as elites que mamam nas desgraças alheias é grande. A elite dos convênios  vive em um círculo vicioso, sustentada por médicos ambiciosos  que boicotam a saúde pública para que todos tenham medo e busquem aos convênios. Os bons médicos sofrem junto aos desvalidos e na luta por um SUS mais humanizado.

           Temos que lutar e gritar que queremos um serviço de saúde pública de qualidade.

            Aqui em Ouro Preto, a Santa Casa, que  provavelmente recebe verba do SUS,  só atende convênio e particular. Cheguei com uma colega de trabalho acidentada lá e fomos parar numa UPA, uma fila imensa, então ela preferiu ir para BH, onde os pais dela aguardavam com estrutura.

            O convênio da minha mãe subiu para mais de 400 reais, ela ligou no colégio particular onde trabalhava e a funcionária disse que este aumento ocorreu porque um funcionário morreu, e, ela e uma colega estão com câncer e o tratamento é caro. Ela aguarda o cartão novo há meses e este não chega! A conta chegou bem.

             Fiz biópsia com agulha fina, mamografia e ultra som em um laboratório famoso aqui, a Axial. Quando o segundo médico que consultei pediu biópsia com agulha grossa e ressonância, eles disseram que o convênio só pagaria a ressonância. A  biópsia com agulha grossa fiz em outro laboratório, a análise citopatológica eles cobravam 56 reais por lâmina, o convênio não pagava. 

           Então precisei sair, dolorida como estava, atrás de outro laboratório para análise,  um terceiro que o convênio pagasse.

          Também fiquei com a sensação de que anestesia este convênio não paga, porque já havia passado por procedimentos assim em SP e não sentira nada! Aqui senti a pior dor do mundo. A primeira biópsia me deixou dolorida por mais de quinze dias!  Lá eles davam uma pomada para eu passar em casa na mama. Depois aplicavam a anestesia e eu nem sentia, ouvia o barulho da punção (um puft!), mas nada de dor. Aqui cada barulho perfurava a alma de tanta dor! Agüentei apenas dois barulhos, depois, sempre chorando, parei e disse que não dava mais. Lá da recepção do laboratório minha mãe disse que ouviu meus choros.

           Não está certo isso,  guias e autorizações, cobre isso e não aquilo.  O certo era existir um centro PÙBLICO de tratamento oncológico pelo menos em cada região brasileira. O certo seria que todo cidadão  não precisasse pagar convênio, não fosse refém deles! Como ocorre no Canadá, Inglaterra, França e Cuba (vide filme ótimo do Michael Moore, SOS Saúde, em toda boa locadora).

            Aliás, o certo seria que SAÙDE e EDUCAÇÂO não fossem mercadorias! Que ninguém pudesse ganhar e enriquecer em cima destes itens mínimos de cidadania, que todo ser tivesse isto garantido, sem máfias que tentam ganhar dinheiro boicotando a população, para garantir seu tostão.

            Continuo indignada e refém de convênios e estradas. Quando atuaremos no ritmo de Lenine, com a vida sendo “tão rara”?

          

 

             Camila Tenório Cunha

 

           Um poeminha do Drummond:

 

          Qualquer

 

         Qualquer TEMPO é tempo,

        A mesma hora da morte

       é hora de nascer.

 

        Nenhum tempo é tempo

         bastante para a ciência

       de ver, rever.

 

      Tempo, contratempo

        anulam-se, mas o sonho

       resta, de viver.

 

       Carlos Drummond de Andrade.

             

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