Mentiras…

  Leonardo Boff, autor de : ” A Àguia e a Galinha”, ” Princípio de compaixão e cuidado”, “O destino do homem e do Mundo”, ” O despertar da Águia”, entre outros e diz porque apoia Dilma:

 

          Quem é mais serio, Leonardo Boff com sua história de vida limpa ou este perito da Globo que tem um passado duvidoso, o Ricardo Molina? Veja abaixo como a farsa foi montada:

      

 

                      Eu era bem nova quando votei pela primeira vez. Meu voto ideológico, idealista, foi para Lula. Muitas outras eleições vieram e ele sempre perdia. Eu me lembro de cada onda de mentiras que lançavam sobre ele, na primeira eleição até a Lurian, filha dele, teve que ir à TV explicar a verdade e dizer que sempre recebeu carinho e tudo que precisou do pai.

              Hoje aquela senhora antipática da campanha do Serra foi falar que o Serra não privatizou nada no estado de SP, não, ele não. Disse que era “mentira”. Só que ela não disse que quem privatizou foi seu comparsa, o Alckimin. Assim como “ele”, o Serra,  não privatizou nada no governo FHC, “só” estava  no governo e  no mesmo partido. Qual partido? Este PSDB que  acredita na mesma política neoliberal de privatizar, cortar gastos com educação e política social.

             Não estamos discutindo a pessoa Serra ou a pessoa Dilma, se fosse ainda seríamos  Dilma. Até porque o Serra deve ter aquela doença da mentira, diz que estava no governo de Jango? Minha mãe é contemporânea dele na UNE, ela tem certeza de que ele não esteve com Jango no governo.

             Contudo, estamos discutindo maneiras de governar: cortando gastos e enxugando o estado (principalmente saúde e educação) ou distribuindo renda, investindo em saúde e educação (PT).

           As mentiras doentias: uma bola de papel que se transforma em pedra; um pedido de reportagem do próprio partido deles que se transforma em escândalo; uma importante discussão sobre a  descriminalização do aborto, por parte da Dilma, eles  conseguem  transformar  a  questão de saúde pública em Guerra Santa… Estas mentiras sempre me assustam e causam indignação. Desde a época que quem as contava era o Collor. Isso porque parece que a direita dorme com Maquiavel na cabeceira e   quer seguir à risca tudo, tudo que ele ensina. “O poder”, “o poder à qualquer custo”, mesmo que isso signifique parar um projeto de Brasil onde milhões, uma França, saíram da pobreza.    

          Ser petista não é ter atestado de santo, aliás, como já disse aqui, não tem coisa mais fácil neste mundo do que se filiar ao PT! Contudo, estamos discutindo aqui  projetos, maneiras, formas de fazer política e desde o FHC que o PSDB comprova que gosta de fazer política assim: favorecendo grupos privados, tirando dinheiro da saúde e educação (muitos mestres e doutores da Era FHC pediram demissão), construindo pedágios caríssimos, não tirando ninguém da pobreza e muito menos da miséria! Outra maneira: esparramar o pânico e o horror, como se o adversário político não fosse do “bem”.

              Meu sentido de “bem” ou “mal” é diverso ao tucano, graças à Deus! Bem é falar a verdade, distribuir renda, lutar por cultura, solidariedade, tolerância, compaixão, justiça social, apoiar os movimentos sociais, toda forma democrática de organização e promover diálogo. Jamais a luta irracional como “guerra de torcidas” no futebol, não acredito que sejam realmente militantes petistas que façam isso. Seguindo a receita dos militares devem ser “agentes plantados”, por isso o “papel”. Aliás, vi a imagem do SBT, nem parecia papel, era tão leve que parecia isopor.

            Espero que agora o Brasil esteja maduro para perceber artimanhas, mentiras maquiavélicas, e, principalmente as diferenças entre as duas formas de fazer política.

             Já coloquei neste blog o manifesto dos educadores da UFMG, do projeto Pensar a educação,  apoiando Dilma. Aliás,  tem também um vídeo em que Chico Buarque,  Fernando Morais e outros resumem muito bem porque Dilma precisa voltar.

             Agora coloco outro  manifesto aqui:

            Porque Dilma, sim, porque Serra não.

Os signatários deste manifesto, ligados à área de educação e de pesquisa, sentem-se no direito e no dever de tornar pública sua opção nestas eleições em favor de Dilma Roussef. São dois estilos de governo e de campanha em disputa.

Nos oito anos do governo Lula, as universidades federais obtiveram autonomia financeira, o governo promoveu uma política de contratação de professores, pesquisadores e outros funcionários efetivos por concursos públicos, aumentou os orçamentos das universidades e criou 214 Institutos Federais Tecnológicos, 13 novas universidades, 60 novos campi nas já existentes, aumentou expressivamente o número de estudantes das universidades federais e o número de bolsas de pós-graduação. E ainda, para o ensino de nível básico, o atual governo federal aprovou no Congresso Nacional o piso nacional de salário para os professores e o Fundo de Educação Básica (FUNDEB).

Serra, no governo de São Paulo, tratou os professores em greve com bomba de gás lacrimogêneo. O campus da USP foi invadido pela polícia, fato que só acontecera durante a ditadura militar. No início de seu mandato, ameaçou a autonomia das Universidades Paulistas ao tentar assumir seu controle financeiro através de decretos, só recuando por causa de intensa mobilização da comunidade. Os 19 institutos de P&D estaduais paulistas, que já tiveram papel de fundamental importância no desenvolvimento do estado, foram sucateados, e vêm perdendo sua importância nos sucessivos governos tucanos com a redução de seus quadros de funcionários e pesquisadores, com os baixos salários e o desmonte de sua infra-estrutura.

Se estes motivos já não bastassem para defendermos o voto na Dilma, outra sorte de motivo se acrescenta. É o teor da campanha realizada pelo candidato do PSDB, de cunho quase fascista, que evita o debate político sobre projetos e programas, que se afirma em boatos vis e de desconstrução de imagens, que apela à irracionalidade, ao medo e a um moralismo tacanho, além de contar com o apoio de uma mídia elitista, conservadora e manipuladora, uma repetição, de forma mais acentuada, do que foram as campanhas contra Lula sempre que foi candidato. Mesmo os  que não se alinhem com o governo do PT, e que tenham críticas em relação a sua gestão, o que é legítimo, ponderam sobre o significado destas práticas.

A campanha de Serra é mentirosa quando fala de Dilma, assim como quando fala de si. É o caso da alegação de Serra de que foi o melhor deputado constituinte. Serra votou contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas, contra garantias de estabilidade no emprego ao trabalhador, negou seu voto pelo direito de greve (isso explica a forma ditatorial e violenta com que trata o funcionalismo quando recorre à greve), negou seu voto pelo abono de férias de 1/3 do salário, negou seu voto pelo aviso prévio proporcional e mesmo para garantir 30 dias de aviso prévio, negou seu voto pela estabilidade do dirigente sindical, negou seu voto pela garantia do salário mínimo real, votou contra a implantação de Comissão de Fábrica nas indústrias, votou contra o monopólio nacional da distribuição do petróleo. Assim, do ponto de vista dos trabalhadores, a atuação de Serra foi muito ruim; o DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) atribuiu ao tucano a pífia nota de 3,75 em 10.

A forma mais adequada para o embate político é o confronto de opiniões e, principalmente, de práticas. As formas menos adequadas são as das acusações pessoais infundadas, as dos preconceitos, as dos boatos de véspera de eleição. O ato de votar, um ato democrático, dispensa o medo, mau conselheiro e aliado do pesadelo. Sem medo e sem preconceito, podemos avaliar com a razão. Este ato exige, portanto, cabeça e coração, racionalidade e prudência, o apelo à reflexão. É esta reflexão que nos mostra que Serra representa uma ameaça à democracia ao apelar para o medo e para a destruição de seus adversários em uma campanha de contornos fascistas. Além de outros motivos, este nos unifica em torno da candidatura de Dilma Roussef, inclusive aqueles que estavam em outras posições no primeiro turno.

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Camila Tenório Cunha

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1 comentário

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Uma resposta para “Mentiras…

  1. Andreia

    Oi Camila
    Muito interessante seu texto!

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