Dia do trabalhador e não: dia do trabalho.

       Hoje é um dia importante no mundo todo, pois é o dia do trabalhador, daquele que usa seu suor, energia física ou criativa, para transformar a natureza, as pessoas, o mundo, para que a vida seja melhor. Pode ser um pé de alface, uma cadeira, um carro, um poema, uma música ou o conhecimento: tudo para um mundo melhor.

         Não pode ser considerado um trabalhador quem usa e explora a força de trabalho alheia para enriquecer seu próprio bolso  através da exploração imobiliária, financeira e tantas outras.

       Pode ser considerado um trabalhador aquele que está desempregado, pois no sistema capitalista um tanto sempre fica desempregado para garantir o medo e a exploração ainda maior daqueles que estão empregados, nosso companheiro Karl chamava este tanto de “exército de reserva”.

                             Este dia existe porque muitos trabalhadores já lutaram e conseguiram alguns direitos nele… Se não houver luta não há patrão que se interesse, de fato, pelo trabalhador. A luta não se faz com armas: se faz com união, palavras  e poesia.

                              Poesia? Sim, entre alguns poetas que lutaram com poesia temos Brecht:

                                 Perguntas de um trabalhador que lê

                                Quem construiu a Tebas de setes portas?

                               Nos livros estão nomes de reis.

                               Arrastaram eles os blocos de pedra?

                               E a Babilônia várias vezes destruída – 

                              Quem reconstruiu tantas vezes? Em que casas

                            Da Lima dourada moravam os construtores?

                             Para onde foram os pedreiros, na noite em que

                           A muralha da China ficou pronta?

                              [ E o poema continua com várias questões e termina assim:]

                      (…)

                      Tantas histórias.

                     Tantas questões.

          Deste modo, com muitas histórias e muitas questões, que quero deixar minha homenagem para nós, trabalhadores. Quero lembrar que por achar o quanto somos importantes e devemos ser unidos, que sou do partido com este nome, ainda.

             Isso porque tinha dez anos de idade quando disse aos meus pais que era petista porque aquele partido era verdadeiramente representante da maioria. Já sabia que maioria trabalha e apenas uma minoria leva seu nome na história. Soube isso pelas músicas e poesias que sempre gostei, mais do que pelos livros escolares daquela época.

               Fico sempre na torcida para que este partido não se perca para se manter no poder, mas continue sempre voltado para quem realmente trabalha. Gostei quando Lula lutou pelos catadores de papel, além de trabalharem com o resto do trabalho alheio, ajudam a natureza. Espero que este  nosso país, lentamente, vá na busca de um sistema econômico que pense na maioria, o capitalismo sempre defenderá o capital e não o povo, o trabalhador. Aliás, mesmo que seja vinte minutos por aula, em várias aulas,  e,  muito debate: professores de sociologia, geografia, história, filosofia… Nosso alunos precisam assistir ao filme de Michel Moore,  Capitalismo: uma história de amor.

              O filme nos permite pensar sobre isso dos governos de sistemas capitalistas financiarem bancos que viviam de hipotecas e despejos de trabalhadores… Ou, sobre como é possível, até mesmo dentro do sistema capitalista fábricas com divisão total de rendas entre seus trabalhadores… E ainda, ao contrário disso, empresas como o Wall Mart que fazem seguros de vida de seus funcionários no nome delas… Pior, de modo bem misterioso, temos dentro delas  mortes no mínimo estranhas:  como a de uma funcionária de 26 anos, apenas por asma, mas que rendeu uma morte de 81 milhões para o Wall Mart… Minha mãe tem câncer há mais de 10 anos e está viva…

                Trabalhadores, não achem a exploração normal, tudo que é desumano não é normal, denunciem, fiquem unidos, lutem… Então teremos motivos para comemorar, sempre.

Camila Tenório Cunha

1/05/2011

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1 comentário

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Uma resposta para “Dia do trabalhador e não: dia do trabalho.

  1. Tatiana

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