Morte da professora Rioko.

Professora de matemática, amiga da família, uma entre tantas “tias” da minha filha, colegas que foram minhas professoras e amigas da minha mãe: só saudade, né?
Fica na cabeça a frase da minha filha, enquanto chorava quando soube: “Como a vida continua se “uma” vida não continua?”
Estranho, é sempre esta mesma a sensação que temos quando perdemos alguém querido? Como pode tudo continuar? Como pode tudo estar normal se dentro de nós está este vazio? Esta dor?
Soma-se a isso a dor de injustiças e grosserias vividas no cotidiano e tudo fica tão estranho…
Como todos continuam sendo injustos, grossos, insensíveis, inflexíveis, quando na Terra alguém se foi?
…Alguém que gostava de justiça e tinha seu jeito “peculiar” de brigar por ela, Rioko era engraçada porque era desbocada em todos os momentos!
Foi embora alguém engraçado, ligaram para minha mãe e contaram que ontem no velório todos se lembraram de fatos engraçados com a Rioko, contaram piadas e choraram. O riso e a dor no mesmo lugar.

Como a vida, assim é a morte.
Dói, mas temos mesmo que acreditar que é uma passagem, que continua.
Sorte das pessoas justas, generosas e engraçadas como a Rioko: tudo continua.

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