O filmes, livros e heróis.

           Este final de semana assisti um filme de suspense com a minha filha, que perto dela, foi divertido, mas não teve suspense nenhum.

             Esta não é a página dos filmes, mas resolvi dividir sobre este filme aqui.

       Durante o filme ela dizia: “Mas que protagonista! Não percebeu que o ministro era um ingênuo, que a esposa que deve ser a vilã por trás de tudo?”

          Então, para piorar, o protagonista confiava bem na esposa! “Nossa, que burro!” Minha filha ficava indignada. Eu ria, em casa sempre que vemos filme temos esta política de comentar, em cinema deixamos para depois, mas em casa é assim.

                 Teve um momento que ela não aguentou, depois daquele protagonista fazer tudo que ela “pedia” para não fazer , disse: “Mãe, vou ler meu livro dos Três Mosqueteiros porque pelo menos o D’Artagnan é inteligente.”  Ela está há um tempo se deliciando com a versão integral deste livro, achamos esta versão por um  preço baixo aqui na livraria da cidade, não tem capa dura, nem nada, mas é muito bom.

                  Depois ela voltou, não aguentou de curiosidade, mas mesmo assim reclamou muito e quando o filme acabou disse: “Precisarei ler mais um pouco, quero esquecer este filme e sonhar com um protagonista inteligente.”

                         O filme é bem óbvio e deve ser de propósito que o diretor usou isso, afinal, realmente o espectador percebe todo tempo que o protagonista faz tudo errado, quem são os vilões verdadeiros, etc. Não há chance para ele, e seu fim só pode ser o que foi. O que ele quis dizer, este diretor, com este caminho sem volta e óbvio que o seu protagonista vai? Quis apenas criticar o óbvio?

                           É que o óbvio dos heróis que temos aos 15 anos é a vitória, a inteligência, mas o óbvio da vida real quase sempre é a morte, principalmente quem se coloca nela com a ingenuidade do “escritor fantasma”.

                                    Há algum tempo assistira com a minha filha “O Discurso do rei” e ela adorou, afinal, custou, mas o protagonista superou seus problemas. Ela ficou encantada com sua luta, admirou o seu “mestre de superação”, que o acompanhou durante toda vida. Precisamos desta esperança de que tudo pode melhorar, quando se luta, ainda mais quando temos 15 anos. Precisamos sempre da esperança, já discuti isso aqui, mas ela é importantíssima no coração jovem. Este protagonista não usava espadas e lutava bem, mas usava princípios, palavras e com isso, custou, porém aprendeu a lutar bem.

                  Lutar bem, por ideais, transformando  injustiça em justiça, é isso que esperamos nas histórias, aos 15 anos e na realidade, sempre.

Camila Tenório Cunha

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