Acordar mes-mo, de verdade, sem ser massa de manobra!

Quando vi no Rio Mais 20 os países com governos populares, sem economia neoliberal, brigando com muitos da união européia, os EUA e outros, pensei: as grandes corporações por trás do EUA, da União Européia, não deixarão estes governos populares por muito tempo… A crise deles aconteceu porque estes governos estão se organizando sem “mamar tanto” nestas corporações, alguns, como a Cristina da Argentina, já tinha até estatizado setores importantes… Fiquei preocupada.

Agora estava um governo na Ucrânia que disse não a uma série de abusos da União Européia: até trilhos antigos esta queria que eles trocassem… Mas não sei como eles conseguiram colocar o “povo” (massa de manobra das corporações?) contra este governo que estava tentando proteger a Ucrânia dos EUA e da União Européia. E os EUA nem precisamos falar que baita motivo econômico tinha para ficar ao “lado” da população que queria derrubar aquele governo (que tentava proteger seu país?).

Depois o Maduro, na Venezuela, tentando fazer um governo que continua o que o seu ex- presidente já fez: proteger seu povo, investir em social, não deixar que a as elites continuassem a vender o país, à custa da pobreza da maioria da população para os EUA e as grandes corporações.  Todavia, vem uma parte do “povo”, universitários, pedir a saída do Maduro? E vieram os embaixadores do EUA dizer que ele é ditador? Mas ele foi eleito pela maioria da população? Que tipo de ditador é eleito? E vieram as mídias – a direita – de várias partes do mundo dizer que ele precisa sair, mas quem está por trás deste interesse que ele saia? Lógico que EUA, mais uma vez, está atrás do petróleo da Venezuela, junto com seus comparsas das grandes corporações, e,  da União Européia, afinal, estão em crise por lá.

Pensar que desta vez temos “povo” tomando poder por uma democracia é a ingenuidade mais pura que já vi, temos sim as grandes corporações por trás deste “povo”, na verdade jovens ingênuos por lá que fazem o favor de tentar ajudar a entregar a economia de seu país aos EUA.

E por aqui circulou um vídeo com uma jovem falando porque era contra a Copa – com sotaque americano – que também falseou os dados que foram muito bem desmontados – num artigo do blog Contexto Livre – com dados e fatos  reais. Todos os dados que ela dizia ou estavam ultrapassados ou não correspondiam à verdade, mas este vídeo circulou e o texto que mostrava as mentiras: nem tanto. E os jovens que gritam contra a Copa e quebram tudo estão de fato sabendo quanto o governo gastou com educação de verdade? Quanto gastou com saúde de verdade? Pesquisaram nas fontes ou aceitaram a mentira? Por que será que a Inglaterra em crise quis levar a Copa para seu país se aqui continuasse com o povo não querendo? Por que sabe que o lucro é bem maior do que o gasto?

Depois foi uma certa ‘jornazista” proclamar uma Marcha com ”Deus” (o dela) contra a “tirania do governo do PT”. Ela sabe o que foi uma ditadura, ou seja, ela sabe história? Não ensinam história nas faculdades para jornalismo? E esta “marcha” é uma marca da direita e a vimos antes do golpe de 64, foi então que me preocupei muito.

A direita percebeu que através das mídias fica fácil inventar mentiras, chamar o povo para a “luta” e colocar lá em cima quem lhes interessa (e nisso estão grandes corporações por trás), tudo isso para continuarem a ter lucro que os governos populares, transparentes e caçadores de corruptos, não permitem.

Será que a Venezuela perderá esta “guerra” contra a direita, os EUA, e as grandes corporações como a Ucrânia perdeu? Será que perderemos também? Vi hoje que muitos “garis” em greve no Rio são de partidos como o PL (direita) e o PSOL (extrema esquerda que até hoje só fez jogo da direita), mas que a maioria dos garis está contente com o que o sindicato deles conseguiu. Aliás, estão ganhando mais do que minha mãe, professora do estado aposentada aqui em SP (para ficar claro aqui em SP estamos com PSDB no estado há tempos demais).

Será – realmente – que o povo cairá nesta de “torcer” contra o Brasil e à favor dos EUA e a união européia em crise, que precisa voltar a explorar “colônias”?

Sinceramente, espero que o povo perceba tudo (assistindo o que está ocorrendo com a Ucrânia), que possa refletir que um governo petista que combate mortalidade infantil, distribui rendas, coloca jovens em universidades, é bem melhor do que voltar para um neoliberal da época do FHC, quando tínhamos 50 milhões de miseráveis. E que aprenda a pesquisar dados, não a acreditar em boatos infundados de redes sociais e por conta deles sair pelas ruas quebrando tudo, queimando fuscas de famílias, ônibus, jogando rojão em gente inocente.
Sinceramente, é o que espero.

Camila Tenório Cunha , 07/03/2014

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