Estes tempos… Que tempos são estes?

Hoje acordei com muita saudade da minha mãe e de saudade chorei um pouco.

Mas estou feliz que ela não esteja aqui sofrendo, não apenas de dor física que estava, mas de dor da sensibilidade, dor da compaixão. Porque minha mãe sofria muito com as injustiças, os ódios atiçados, o fascismo que crescia, a alienação que odeia cegamente e ofende.

Ela ficaria muito triste de ver estes alienados que – cegamente – odeiam demonstrarem tanto ódio ao netinho da Dilma como foi visto! Isso vai além de qualquer debate político: é doentio. E é uma doença do ódio cego que a mídia das elites  foi fazendo crescer desde que esparramava boatos sobre Lula.

Mesmo que a todo momento a  presidenta precise chamar os movimentos sociais para conversar, para depois de um erro tentar acertar… Ainda é a mais democrática, a que mais fez por justiça social, a que mais colocou filhos de trabalhadores nas universidades, a que mais deu moradia, a que reduziu a fome. Perfeita? Foi tudo perfeito? Não, mas existe o diálogo e espaço para correções. Ao contrário de Fernando Henrique que por mais que os movimentos sociais tenham gritado contra as privatizações ele não ouviu e  ignorou todos os clamores populares.

Minha mãe ficaria triste ao ver que o ódio não está mais sequer respeitando os bebês.

E digo isso também pelo bebê indígena morto friamente há uns dias.

Mal estava indignada com um cachorro que usava lenço vermelho ter sido agredido, discutíamos se isso foi real, se o ódio estava assim mesmo, quando ocorreu este horror com o bebê indígena…

No filme In Time (não seu o nome em português), em que as horas de vida das classes operárias são roubadas pela elite, havia um policial que defendia esta elite, ele mesmo tinha vindo das classes operárias, mas as defendia. Sabia que era um tempo de vida roubado, que as pessoas morreriam dia após dia para deixar as elites com milhões de anos de vida, quase imortais, mas  defendia  o sistema.

Ao ver este filme, em especial este personagem, fiquei pensando nestas pessoas que estão odiando bebês e cachorros, elas estão doentes, alienadas, defendendo o lado de quem rouba vidas e não de quem luta por elas!

Que bom que minha mãe não está por aqui para ver a que ponto chegamos…

Camila Tenório Cunha

10/01/2016

Sobre o absurdo ocorrido com o neto da segunda melhor presidente da história, apesar de não ser perfeita…Sobre o bebê indígena morto enquanto era amamentado, por um maluco que repentinamente lhe cortou o pescocinho.

P.S.: 11/01/2016: Hoje, dia 11/01 vi este artigo sobre a suspeita da morte do bebê indígena ter sido praticada por integrante de grupo neonazista. O suspeito, ex presidiário preso pela PM catarinense não foi reconhecido pelas testemunhas, mãe, taxista…

 

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