Fatos, cenas angustiantes…

Numa primeira cena chego ao dentista e na sala de espera está um verdadeiro comício contra Lula/Dilma, “sim, eles roubaram”… Ninguém prova, não há nada, mas ocorre que eles sabem roubar, diziam ali. O ódio era tanto que fiquei quieta pensando apenas: não é a primeira vez que escuto isso. O roubo da privataria tucana está provada, porque as mídias não falam nada, já que é sobre PSDB, ninguém fala. O roubo da merenda do PSDB paulista: está provado, mas as mídias não falam, então, ninguém fala. Os 4 bilhões da saúde mineira foi roubada por PSDB, ninguém fala…” Mas sobre Lula e Dilma não tem NADA, não existe como provar roubo, suas vidas são limpas, então,  é apenas “porque sabem roubar”?

        Os jornais sempre produzem manchetes que deixam a mensagem que seus patrões querem passar, nenhuma outra forma de jornalismo chega para as massas, vemos pessoas que usam benefícios desta política pública instaurada pelo PT para proteção dos vulneráveis: falarem contra ele. Por  que? Porque as mídias constroem seus discursos, em cima de mentiras, mentiras que agradam  elites descontentes, que colocam o povo contra um governo que o protege, que o faz não querer a democracia.

         Outra cena angustiante foi vista por vídeo na internet: um casal vestido de camisa vermelha quase é linchado por pessoas contra Lula/Dilma. Esta cena representa o ódio construído pelas mídias, era este ódio que elas queriam. Como li em algum lugar: “As elites terceirizam os ódios.”

        Nesse universo, os que odeiam, ficam prevenidos de que só podem ler  Veja, Época, não tentam ler Caros Amigos, Carta Maior, Fórum, por ser de “esquerda”. Deste modo, o ciclo do ódio e da viseira construída pelas elites se fecha.

      Estas mesmas mídias criminalizam movimentos sociais, incitam ódios, e pior: viciam as pessoas no superficialismo.

      Um superficialismo de leituras, do mundo e das pessoas.

       Sem mais nem menos todos se tornam: juízes, psicólogos, investigadores. As amizades que pensam diferente de você: ignore!

    Um superficialismo que faz boa parte da sociedade:  julgar as pessoas próximas e distantes, descartar amizades por poucas coisas, como frases, julgamentos, mensagens,  ignorar conexões de afeto por coisas ditas, que talvez você não concorde.

      Nestas cenas, no cotidiano seguem nossas vivências de pessoas que desaparecem porque você também foi julgada por qualquer coisa, que muitas vezes você não entende, não descobre.

          Fico preocupada e angustiada com o mundo, um mundo que odeia muito e tem medo de amar. O amor, toda forma, é julgado, o ódio compreendido.

      Afinal, qualquer ser humano é bem mais do que uma mensagem, uma frase mal colocada, um sentimento exposto, ou, uma camisa vermelha.

    Que mundo é este que escolhemos apenas alguns seres humanos, algumas camisas, algumas leituras?

     Um mundo muito perigoso para vidas,  sensíveis ou não. Só que as sensíveis sofrem mais com as injustiças, com as distâncias, com os laços incompreendidamente desfeitos.

     Camila Tenório Cunha

    18/03/2016

Abaixo um vídeo do Divaldo que serve de mensagem neste momento histórico:

https://www.youtube.com/watch?v=b2hgjYKEOLc

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