O que gostaria para um novo relacionamento, o que não gostaria.

Não acredito em fórmulas de sucesso, todavia, acredito em planejamentos, ponto.

Não custa deixar claro o que gostaria para um novo relacionamento, um que não me machuque, que não apague qualquer auto estima que possa restar, que não sufoque, todavia, que ao mesmo tempo seja companheiro.

Um companheiro que não eu precise ter medo de ligar qualquer hora, embora possa respeitar que isso não deva ser regra; que não tenha medo de segurar nas mãos e andar de mãos dadas pela rua e que saiba que eventualmente serei enlaçada pela cintura enquanto caminho, em pura ternura.

Um companheiro que tente chegar no horário e se não puder avise, mas que entenda minha irritação caso nada disso ocorra.

Que veja minhas qualidades e não fique apenas revendo meus defeitos, embora conversar sobre imperfeições faça parte, falar sempre sobre elas todo tempo pode minar qualquer vestígio de auto estima.

Um companheiro que possa passar horas conversando, em tempos livres também agendados por mim e não apenas por ele. Que as agendas sejam recíprocas e não convenientes apenas para ele.

Que haja ternura em horas de surpresas da vida e que haja quentura em tantas outras.

Mas que a vida seja plena e não fique mais para um lado ou outro da asa, assim sendo, que em equilíbrio  o relacionamento possa ser leve.

Um relacionamento leve que me puxe para cima e não faça eu me sentir um pneu detrás do carro, aquele velhinho que só é  usado em emergência.

“Se e quando”,  “pode ser que um dia me apaixone por você, mas estar com você é bom”, machuca demais.

Não nasci para ser daquelas que conseguem apenas o sexo sem amor, paixão ou entrega, preciso de tudo isso no pacote do sexo, preciso me sentir desejada, querida, mas também preciso estar apaixonada e saber que o outro também está.

Algumas mulheres conseguem se relacionar com alguns homens apenas por sexo, não sou assim, preciso do amor, da paixão, do sonho.

Que sonho? Aquele do vestido de noiva? Não…

Mas aquele sonho dos idosos com ternura conversando num parque, uma conversa cúmplice e cheia de ternura. Conversa de quem o sexo e a paixão da juventude ficaram nas lembranças, mas o amor se construiu.

Isso se constitui pressão para alguns homens, para mim faz parte da equação: sempre estou conhecendo um homem como amiga, talvez para depois namorar, penso se este alguém poderá ser uma boa companhia quando a idade avançar.

Todavia, preciso que este descobrir – se será ou não este cúmplice na velhice – seja uma descoberta leve, que não acabe com minha alegria pela vida.

Uma descoberta de risos, companheirismo, ternura, passeios, intimidade quente sim, mas todas as partes de uma vida.

A vida sempre pede  ternura, companheirismo, afago, amor, respeito e sobretudo equilíbrio em vários aspectos dela.

Continuarei solitária por mais alguns anos ou para sempre?

Camila Tenório Cunha

10/08/2016

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