Livros

JOGOS VORAZES E HARRY POTTER, DOIS MARCOS DA LITERATURA INFANTO JUVENIL.

 

Quando Harry Potter foi lançado em livro e comecei a ler por sugestão de um “curumim”, pois trabalhava no SESC-SJC, percebi que havia muita riqueza ali. Questionamentos sociais e políticos importantes –  como direitos humanos – reflexões sobre uma sociedade mais justa, já que a briga ali era entre os bruxos que se consideravam “puros sangue” e queriam exterminar humanos contro os que não eram considerados ‘puros sangues” ou estavam ao lado destes e dos humanos (chamados trouxas).

O livro deu certo porque tocou em outros assuntos como abandono afetivo infanto juvenil, bullying, todavia, logo seguiram outras tantas séries mágicas de outros autores.

Jogos Vorazes surge bem depois, mas não foi um simples livro que tratou da distopia, ele foi uma crítica ao modo de vida consumista e fútil americano, aos tipos de exploração capitalista, aos programas “realitys”, brava crítica à cultura da violência, e, outras questões . Todavia, na rabeira dele logo vieram outros tantos livros sobre distopia, que não foram tão bons assim.

Nenhum dos livros que vieram depois foram capazes de trabalhar tão profundamente a questão da importância da democracia real, da preciosidade da vida humana, do quanto toda guerra é estúpida, e, que mesmo aquelas que parecem ‘nobres” sacrificam inocentes. Nenhum foi capaz de mostrar as profundas feridas deixadas por todo tipo de violência, sem me referir ás feridas físicas, que existem também.

O que me chama atenção são os pequenos detalhes críticos presentes no livro, como os ‘bestantes”.

“Bestantes” são seres raivosos que saem mordendo até morte, parecem seres humanos, todavia, não são.  Foram criados exclusivamente assim, cheios de ódio, para defenderem aqueles poderosos que estão na “Capital”, lugar onde a elite daquele país ficava.

Quando na internet começo a debater fatos, colocar dados, analisar e sou atacada por pessoas que cospem ódio e defendem uma elite – mesmo que não percebam que o PSDB e Cia são os partidos desta elite – eu me lembro dos “bestantes”. Elas não mordem, mas o ódio é tanto e as cega, todas suas palavras, atitudes, são cruéis. Cruéis como daqueles que queriam o golpe militar e agrediram as mulheres negras no dia da Consciência Negra. Deste que li a série não posso topar com alguém cheio de ódio assim e não pensar num “bestante”.

São livros infanto juvenis que devem ser lidos e debatidos, afinal as questões sensibilizam para um mundo com mais respeito á diversidade, paz, amorosidade, retirando a beleza de toda opressão, violência e exploração. Se quisermos um mundo onde todos possam perceber a importância dos direitos humanos para construção de uma democracia real, onde a cultura da paz prevaleça, então temos que desmembrar livros que denunciam a cultura da violência em que vivemos.

Camila Tenório Cunha, 22/11/2015

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No livro “Toda Luz que não podemos ver”,  além de um texto literário belíssimo há uma crítica a toda violência institucional, toda Guerra.

O livro descreve o quanto a II Guerra pode ter destruído em vidas em todos os países da Europa.

Recomendo porque além de nos prender em cada linha do início ao fim, é uma crítica construtiva a toda forma de violência.

22/08/2015

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Hoje, dia 06/08/2015 começo uma página que já deveria ter começado há tempos…

Mas não quero que seja apenas uma página de resenhas de livros lidos…

Ou simples críticas literárias…

Gostaria de compartilhar os trechos mais importantes do último livro lido…

Atualmente estou lendo “Toda luz que não podemos ver“, muito bem escrito, de poesia extrema, realismo histórico…

Todavia, anteriormente li um que não me saiu da cabeça e achei muito importante compartilhar…

Pensei então em compartilhar os trechos mais importantes do penúltimo livro.

Abaixo os trechos que mais me marcaram, o livro é de Lucius/André luiz Ruiz e se chama “No final da última hora“. Como se fosse uma reportagem escrita por espíritos preocupados com a atual fase do planeta e que visitaram (em 2012) vários centros espíritas brasileiros. No início chega a dar angústia, do meio para o final começam a descrever centros que realmente trabalhavam…

Trechos marcantes:

A rua estava repleta de transeuntes apressados, todos preocupados com suas lutas terrenas, ganhos, perdas e disputas. Se os homens pudessem observar a natureza de tais companhias, certamente enlouqueceriam, aterrorizados pela visão grotesca da monstruosidade invisível que lhe fazia a corte, acopladas a sentimentos e pensamentos desconcertantes e inferiores. (…)

Os encarnados imaginavam a vida como sendo o saciar das exigências básicas do instinto e, por isso, viviam mais como animais primitivos do que como seres espirituais em processo de elevação. (…)

O relacionamento afetivo existia para que as pessoas aprendessem a cooperar umas com as outras, a tolerarem-se nas diferenças, a se desdobrarem para a sobrevivência coletiva, formas para o desenvolvimento das virtudes da alma. Entretanto, na maioria das vezes, as pessoas reduziam estas tão importantes oportunidades a simples experiências do sexo, atreladas a  emoções mecânicas e espasmos musculares.” Trechos da página 81

Página 82: ” O homem moderno havia escolhido transformar a escola de virtudes em um ginásio de prazeres e crimes.”

Depois descrevendo um hospital visto do plano espiritual, página 89:

Os médicos acreditavam-se superiores a tudo e a todos, contribuindo significativamente para as péssimas relações coletivas no ambiente.”

Página 90, espírito protetor do local, falando para o repórter espiritual:

Na administração humana, esse hospital se divide, basicamente, em três categorias de frequentadores: doentes, enfermeiras e médicos. Para nós, entretanto, Ribeiro, existe apenas uma categoria: a de doentes.” 

Na página 108, sobre a urgência dos centros acordarem no atual momento:

“A hora não é de titubeios, queridos filhos. A hora é de coragem e decisão no bem. (…) 

O momento é delicado e nele deverão saber alertar sem alarmar, orientar sem fanatizar, falar com clareza sobre as leis espirituais, sobretudo as de destruição, sem profetizar o fim do mundo”

Página 205, quando duas médiuns, que estavam vendo a presença de amigos extraterrestres, foram procurar a coordenadora dos trabalhos, angustiadas, pois primeiro acreditaram estarem perturbadas por espíritos zombeteiros, que colocavam estas imagens em suas visões: “O universo é feito de solidariedade e amor fraterno.”

Na página 211, sobre o orar e vigiar: “Que cultivem nobres sentimentos, melhorando a mente e a emoção, afastando-se dos ambientes inadequados, sublimando as buscas e aproveitando todo tempo disponível na prática do bem”. 

O livro acompanha algumas histórias de médiuns invigilantes, aqui sobre um que se deixa levar por entidades sensuais, o faz se apaixonar por outra trabalhadora e ambos destroem suas famílias formadas, página 233:

“(…)Moreira, o aventureiro e iludido, que inadvertidamente, resolveu viver sua liberdade em vez de aprender a vigiar seus desejos, a benefício de si mesmo. 

Usando a invigilância dos homens as entidades perturbadoras haviam conseguido destruir duas famílias, fechar uma instituição que semeava o bem no mundo, interromper o trabalho de vários tarefeiros bem intencionados, subtrair a vida de um médium, comprometer o futuro espiritual de uma jovem e alienar um dirigente espírita dos deveres que poderiam estar sendo cumpridos de acordo com a vontade de Deus.

Ah! Se não fosse a invigilância dos homens”. 

Uma história de paixão um pouco diferente, sobre amor adolescente, segue com uma frase diversa na página 257:

“Era assim que o amor visitava os errados, para, pacientemente, encaminhá-los na direção do acerto.” 

…E o que queriam os extraterrestres com as duas médiuns? Um pouco desta explicação se segue na página 327:

Estamos aqui para ajudar – tanto a vocês quanto a nós mesmos. A harmonia do sistema solar é importante para nós. Os homens que cultivam o campo começam a descobrir que a prosperidade de seus vizinhos repercutirá, invariavelmente, no sucesso da própria colheita, uma vez que tudo está interconectado. (…)  

Como funciona a sociedade destes seres é explicado anteriormente nas páginas 324, 325 e 326:

A beleza exterior, que é tão importante para vocês, para nós não é mais objeto de preocupação, substituída pela beleza real, a do próprio ser, aquela luz interna, aquela que pode brilhar mais ou menos, inclusive indicando nossos problemas interiores pelas alterações luminosas. É como se pudêssemos ver a essência de cada um. Para vocês, uma mulher linda, bem vestida e penteada costuma ser cobiçada, invejada ou temida pelos humanos. No entanto, à nossa visão, se não há luz alguma em seu interior, não há nenhuma beleza real. ” (grifo meu)

Aprender não é a palavra. Seria melhor vivenciar. (…) O aprendizado só acontece com o vivenciar. Gostaríamos muito de deixar a vocês a ideia de que aproveitassem cada instante da vida atual, não por medo que seja a última, pois isso não é real, haverá muitas outras pela frente. Mas porque cada encarnação tem seus objetivos próprios, seu brilho específico e seu valor real. Cada uma é construída com base bem diferente das anteriores, terão encontros e reencontros que surpreenderão vocês quando regressarem à outra dimensão, após a morte. Alguns, ao chegarem lá, quererão notícias de um ser amado que trazem na lembrança de reencarnações longínquas, desejando abraçá-lo no mundo dos Espíritos como alguém que lhe foi mãe, pai ou filho outrora. E, para sua surpresa, constatarão que referida alma estava encarnada ao seu lado, na mesma família da Terra, alguém a quem esta pessoa nunca lhe atribuiu importância. Isso representará um amargo choque nas recordações dos indiferentes. ” (pg 325)

Amar a todas as pessoas é algo que vai ocorrer pouco a pouco. (…) Então, desejamos muito que vocês aprendam a respeitar a tudo e a todos. (...)

(…) Mesmo quando se vai punir um criminoso, a sociedade evoluída o faz dentro dos limites do respeito à sua dignidade (..)

Respeitem a todos os seres que conhecem.  (…)

Respeitem a Terra (…)

Respeitem a tudo e a todos agora, para, mais tarde, amarem como consequência. (..)”

Na página 328, sobre as intervenções que estes amigos têm feito aqui:

Nossa intervenção visa a auxiliar os homens a entenderem os mecanismo da saúde real, além de visar à renovação dos métodos de tratamento das enfermidades, descobrimento de medicamentes avançados, retificação dos conceitos filosóficos acerca do desequilíbrio bio-psíquico-energético como matriz primordial segundo a qual ocorre a repercussão destrutiva dos tecidos naquilo que se conhece pelo nome de doença. “

Na página 330: “Uma vez que viemos auxiliar a evolução do planeta e a de seus habitantes, as vitórias humanas do bem comum são também nossas vitórias.”

E na mesma página, sobre EUA:

(…) “Em realidade, estamos dificultando a vida destes encarnado que se pensam poderosos, pois imaginam que estão tendo grandes conhecimentos ou avanços, mas nossas presença junto deles tem a finalidade de contê-los em seus desejos de supremacia racial ou nacional. Estão em seu poder corpos de alienígenas que correspondem a uma espécie de bio-robô. Utilizamos tais androides biológicos para missões de pesquisa e reconhecimento.(…)

E na página 331 continuam: “(…) Com isso, temos direcionado a liderança desse país muito inclinada para o domínio e a guerra, para realizar grandes gastos pela ambição de dominar nossa tecnologia (…) gastando em pesquisas científicas valores que, do contrário, estariam canalizando para mais guerras.

Outras frases interessantes e novidades são contadas pelos amigos extraterrestre, sendo, ao meu ver, sempre as partes mais interessantes do livro…

Todavia, o livro faz crítica também aos centros que seguem métodos rígidos, diminuindo atendimentos fraternos, como número mínimo por vez, e as críticas sobre isso estão em todo livro, porém gosto dos trechos que estão nas páginas 296 e 297, palavras ditas principalmente pelo mentor espiritual de uma casa espírita:

No entanto, parecemos estar engessados no tempo, com conceitos básicos arcaicos e defasados (…) “

Não conseguimos vencer alguns “dogmas” que certos dirigentes espíritas criaram, baseados em textos adequados para o tempo e para o mundo em que foram transmitidos, mas que não levam em conta as exigências da atualidade.”

(…) Mantém a tarefa enrijecida, regida por padrões de décadas atrás. “

Outro ponto interessante que o livro é que no advento do tsunami do Japão, em 2012, alguns espíritos japoneses foram socorridos por espíritas descendentes de japoneses brasileiros e num centro espírita de SP, na dimensão espiritual, foi até mesmo reproduzido um ambiente japonês para servir de socorro aos desencarnados naquela tragédia…Página 368:

Confirmava-se, desse maneira, o plano superior acerca da missão da nação brasileira, cuja mansuetude e benevolência seria o amparo aos sobreviventes, porto seguro a acolher e educar por meio da solidariedade aos que não tinham para onde ir. “

Na página 369: ” (…) o Brasil espiritual iniciava sua trajetória de liderança pela bondade, na nova ordem da evolução a que a Terra era chamada”. 

E sobre a necessidade de vigilância e doação de energia de amor, página 376:

Como todos são doadores de fluidos, precisam mantê-los purificados no maior grau possível. Não se abasteçam de substâncias que os corrompam nem os desperdicem em comportamentos inadequados, recordando-se de que todos os momentos de repouso do corpo serão úteis do que qualquer programa de televisão, qualquer aventura emocionante ou atividade social. Depois dos enobrecedores deveres profissionais que garantem a conquista do pão diário  e das atenções próprias aos compromissos familiares, priorizem sua doação espiritual acima de qualquer outro interesse. e mesmo que não seja pelo sono físico, que o façam pela leitura e meditação, pela oração íntima, pelo pensamento no bem, pela conversação enriquecedora sobre valores elevados, cultivando a qualidade de viver em espírito. “

O livro fala também sobre a importância da fé, da calma, da tolerância com os erros alheios, da constância destas atitudes de amor…

Avisa-nos, na página 397:

Os cruéis, os fomentadores de guerras, os exploradores da miséria humana, os espalhadores de vícios, os açambarcadores de esperança, todos eles cavaram a própria vala moral de onde não sairão por força de medidas desesperadas. “

Na página 401:

Salvar-se, pois, não significa procurar a escuridão para se esconder à sombra dos próprios desajustes.

Corresponde a iluminar-se por dentro, abrindo o coração e trazendo a consciência limpa diante da luz da verdade. “

Sobre o papel de vários que nasceram – e ainda nascerão – para ajudar na construção deste mundo de amor, temos trechos nas páginas 420 e 421:

“(…) Para todos estava aberta a possibilidade de iluminação da consciência por meio do arrependimento e da implementação de novas atitudes. Era esse o papel dos Espíritos renascidos no mundo físico neste período, cuja vontade de servir conduzisse seus atos na direção da iluminação coletiva, empenhando nesse esforço todas suas energias e, renunciando á concretização dos sonhos pessoais, trabalhando para o despertamento de seus semelhantes. 

Para isso, atuavam em todas as áreas da vida humana, da religião, ciência, dos movimentos de conscientização popular à defesa dos menos desfavorecidos, da proteção do meio ambiente  à exemplificação da higiene pessoal aos que aprendiam os primeiros passos de uma vida civilizada. 

Professores que serviam por ideal na educação de crianças rebeldes ou jovens iludidos, pais que se dedicavam à modelagem de almas indiferentes na condição de filhos, maridos e esposas lutando pela consolidação de um lar virtuoso e nobre, empresários honrados preocupados com os deveres sociais, sacerdotes humildes e retos que não se dobravam ao cultivo do bezerro de ouro, agentes públicos e servidores do povo cumprindo deveres sem se dobrarem á corrupção de seus ideais, todos que os que se enquadravam nestas virtudes faziam parte dos enviados por Deus e Jesus na moralização de um mundo apodrecido e carcomido pelos vícios.

Acima estão apenas alguns poucos trechos que mais gostei do livro e que gostaria de dividir… Na próxima postagem colocarei trechos lindos do livro que ainda leio…

Abraços

Camila Tenório Cunha

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