Projetos políticos (não partidários) e ódios, onde, em que parte da história nasceu tanta dificuldade de compreendê-los?

 Parece simples de compreender, havia um projeto com distribuição de renda através de projetos sociais, investimento em educação, não só peixes, mas muito ensino sobre como pescar. Ao mesmo tempo, não havia enfrentamento suficiente de uma mídia das elites que diariamente construía ódio e desinformação.

Outras fontes de leitura, que não as distorcidas por estas elites, até havia, mas depois de tanto tempo  uma preguiça sistemática se fez presente, e, no cotidiano muitos apenas se informavam pelas grandes mídias, TVs, jornais.

Como se não bastasse as grandes mídias dominarem as Tvs e jornais, numa campanha sistemática de ódio, havia os boatos criados por e-mails e redes sociais, como aquele da foto da faculdade de agronomia da USP, em Piracicaba, que dizia que era fazenda do filho do Lula.

Enquanto este ódio era construído, as elites se articulavam com aqueles do exterior, grandes corporações, que ainda estavam de olho em nosso pré sal, que já estava com 10% dele garantido para educação assinado por Dilma. Estavam de olho em nossas águas. Também em empresas que ainda não tinham sido privatizadas, como os CEFETs, que o Fernando Henrique depois de sucatear por pouco não transformou em “sistema S” (SENAC, SESI, etc).

Historicamente sempre tivemos elites que não se importavam de fato com o Brasil, apenas em vendê-lo para enriquecer, e,  sempre contou com a classe média para apoiá-la. Foi assim no golpe de 64, quando esta classe média saiu pelas ruas pela Tradição, Família e Propriedade. Agora contou com esta classe média vestida de verde e amarelo, saindo pelas ruas, nem que fosse em seis pessoas, com a mídia parando a programação para filmá-las.

As escolas ocupadas, as manifestações com centenas contra o golpe, nunca saiu na mídia, salvo para diminuir ou denegrir.

O projeto de país, das elites e da esquerda, parecia diferente apenas para os atentos, que conseguiam ler outras fontes diferentes da Veja, todavia, para a maioria não havia diferença (todo político é corrupto, generalizava a imprensa) e, por isso, muitos  gritaram Fora Dilma quando as mídias das elites disseram para gritar.

Agora há um projeto claro – e cínico – de acabar com um Ensino Médio (EM) que está dando certo, os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs), antigos CEFETs, pois nem anunciaram que eles estavam em primeiro lugar no ENEM, apesar de ser uma escola pública. Querem muito falar que o EM está falido, para fazerem um EM em que os alunos das classes trabalhadoras aprendam apenas a obedecer e apertar parafusos.

Por isso, neste projeto de cima para baixo, retiraram as disciplinas que ajudam a formar a sensibilidade, a pensar, a ganhar autonomia, como Educação Física (que desde os anos 80 não significa apenas esporte), Artes, Filosofia, etc. Antes, em conjunto com os docentes, até estava sendo debatido uma reforma no EM, mas em nenhum momento foi falado algo sobre retirada de disciplinas.

Este projeto de sucatear a educação – e o país – que as elites dizem que é para combater a corrupção, com a imprensa delas,  fica difícil perceber que são planos de formas de dominação.

Muitos podem argumentar que as disciplinas apenas deixaram de ser obrigatórias, mas quem conhece chão de escola sabe que as escolas públicas de municípios e estados nunca possuem dinheiro para o básico, deste modo, disciplinas assim serão luxo. Com certeza estarão nas escolas das elites.

Todavia, junto voltarão as pobrezas que estas elites  pareceram nunca se importar, aquela fome que antes de 2001 matava milhares de crianças, aquela fome que na ONU nos colocava entre os países presentes no “mapa da fome” dela, nunca sensibilizou nossas elites, historicamente escravocratas.

A fome, causada pelo neoliberalismo, pareceu nunca incomodar as elites de lugar nenhum, mas no Brasil sempre pareceu pior. Diferenciar um projeto de Lula e Dilma de um neoliberal, o mesmo que trouxe fome e suicídio á Grécia, parece algo difícil para nossa classe média. Uma classe média que se acha elite.

Não é tão fácil perceber as diferenças de projetos políticos?

Por isso tantos servidores públicos são a favor da PEc 241, da medida provisória que reforma Ensino Médio, pois não percebem que são partes de um mesmo plano?

Junto ao quadro atual a Globo agora maquia dados, mesmo que agora a crise esteja até pior para classe média, só que esta se encontra anestesiada e acredita que tudo está melhor.

Foi assim na ditadura, muitos da classe média dizem que foi ótima porque pela Globo e Cia tudo estava pintando de ouro.

Aquele plano que primeiro fez odiar ao PT, Venezuela e similares simultaneamente, agora na segunda etapa faz acreditar que tudo está bem. Deste mesmo modo,  mesmo com a mortalidade infantil crescente na ditadura militar, muitos acreditavam que o Brasil estava bem porque nenhum dado contrário passava pela imprensa.

Estou em greve contra toda esta situação e muitos colegas disseram que explicar tudo isso aos alunos era doutrinação partidária e poderia ser acusada de “corrupção de menores'(!), caso os alunos resolvessem ocupar as escolas. Lógico que esta ameaça chegou atravessada através de alunos e colegas amigos. Alunos que disseram que me tiraram dos grupos a pedido destes professores.

Não estou com medo porque apenas coloquei explicações nos grupos de alunos, sobre MP e PEC, informações sonegadas pela grande mídia. Desde quando compartilhar informações, conhecimento, seria “corromper menor”?

Contudo, estou chateada por saber que tenho colegas anestesiados pelas mídias das elites, que ainda não perceberam que se trabalham num IF correm risco de perder emprego ou ir trabalhar num sistema privado. Já trabalhei no SESC e com filha pequena não tinha direito à atestado para acompanhá-la cada vez que esta adoecia.

Até quando as pessoas sentirão tanta dificuldade em perceber as diferenças de projetos políticos, e, principalmente, o lado real em que elas estão e em como serão prejudicadas se a maioria da população for? Até quando se deixarão envolver apenas por um ódio que as cega?

Camila Tenório Cunha, professora de um IF, 22/10/2016.

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Greve, pec 241 e melhoria do país.

   Nunca acho que a greve tenha que vir como primeira arma de luta coletiva, ela deve vir apenas quando todas as mesas de negociações forem fechadas, por isso em 2012 em assembleia votei contra a greve. Depois que perdi aderi porque acho anti ético furar uma greve, já que as conquistas delas me atingirão também.

      Todavia, agora não há mesa de negociação, a saúde, a educação pública de qualidade, que garantem uma qualidade de vida melhor, estão em jogo com a PEC 241.

        Uma amiga, colega de coração, do campus IFB Gama me disse não fará greve porque não acredita que ela trará nada e me perguntou: “Que outra solução para melhorar o país você teria se não for a PEC 241?”

         Poderia começar pela taxação das grandes fortunas; o não pagamento das dívidas públicas para os banqueiros, seguindo exemplo da Islândia; a reforma tributária- política- midiática- judiciária, enfim, são muitas soluções reais.

           Muitas destas existem em países como Suécia, em que o número de funcionalismo público é até maior que no Brasil, lá achamos lindo, aqui não queremos.

                  Fiquei mesmo espantada com o poder da mídia de convencimento, como convencer  ratinhos de que a ratoeira é boa, nunca o congelamento em gastos públicos resolverá problemas.

                      A Grécia adotou esta estratégia e assistimos sua tragédia.

                A Islândia já usou outra, reformou politicamente, expulsou banqueiros, democratizou de fato tudo e está bem, apesar da crise que assola a maior parte dos países do mundo.

                       O problema dos banqueiros não deve ser resolvido com – mais – sacrifício do povo.

                       A greve agora, aprovada ontem em assembleia pelo sindicato que me representa, o SINASEFE, é legítima, pois recebemos goela abaixo a PEC 241 e a medida provisória que reformula Ensino Médio.

                           Não houve debate com os educadores, até estava tendo, bem antes, um debate sobre reformulação do Ensino Médio, que em nenhum momento houve sugestão da retirada de disciplinas, muito ao contrário.

                        Quando este novo governo entrou ele ignorou o debate anterior e colocou uma medida provisória.

                            Outros ainda culpam o PT por toda tragédia, só que apesar de errar em alianças, nunca houve projetos neoliberais em programas políticos do PT, este é do Temer e se chama ‘A Ponte para o Futuro”. A população não votou nele, não queria mais privatizações porque ainda estamos sofrendo com as telefonias e outras privatizações da época do FHC…

                          Este ódio ao PT foi criado ao longo dos anos pelas mídias, que não mostrava nada de bom que ocorria: o Ciências Sem Fronteiras, alunos dos Institutos Federais ganhando prêmios de ciências (mesmo e apesar da greve em 2012) estes também sempre tiveram entre os primeiros lugares no ENEM. Aliás, até  porque a greve se torna um saber oculto para o aluno, não é apenas conteúdo apostilado que forma um ser humano.

                                A mídia não mostrou  que diminuímos mortalidade infantil acima do esperado pela ONU;   não mostrou que muitos alunos de graduação receberam diplomas graças às assistências estudantis  recebidas nas federais, outros graças ao FIES.

                                Por que falam em contenção e promovem um jantar em que um prato de caviar servido aos políticos  custa dezenove mil reais?

                             Este é o tipo de contenção que querem: apenas que o povo, a classe média, pague as custas de uma elite que se acha nobre.

                                      Uma elite que acredita poder falar em cortar gastos públicos – que afetará o povo – mas gasta milhões num jantar com dinheiro público, na mesma semana? Um aviso para estas elites: nossos jovens estão atentos e críticos. Outro: faz tempo que houve a queda da Bastilha.

                           Queria poder desejar feliz dia dos professores aos colegas, mas estaria sendo falsa, só farei isso quando este pesadelo da reforma do ensino médio e a PEC 241 acabar.

 

Professora filiada ao SINASEFE, Camila Tenório Cunha

15/10/2016

 

 

 

 

 

2 Comentários

Arquivado em Uncategorized

Primavera Secundarista

   Estudantes do IFRJ aprovam greve geral e iniciam a Primavera secundarista, que só acabará quando sair governo golpista. Ontem muitos pais compareceram no campus de São Sebastião do IFB, querendo entender a PEC 241 e a reforma do Ensino Médio. Resistências diversas estouram, a mídia não mostra, mostrava meia dúzia contra a Dilma, mas tanta resistência pela democracia real ninguém mostra.

    No entanto, quem busca fontes alternativas de comunicação sabe que a resistência está grande  e por isso sinto esperança.

       Novamente digo: quem só vê Globo ( etc) e lê Veja ( etc), não sabe como os jovens e movimentos sociais estão lutando pela democracia real, contra a entrega de nosso pré sal, pela democratização do conhecimento que seguia um rumo tão bom antes do golpe, com as cotas, o PROUNI, as assistências estudantis para graduação. Aliás, a assistência estudantil para graduação foi a primeira coisa que o Temer cortou, na primeira semana de golpe.

         A luta e a indignação está presente, só não enxerga quem não quer.

         As mentiras possuem pernas curtas, a mídia não segurará por muito tempo tanta ilusão de que não houve golpe, de que o Brasil está melhor, a classe média iludida que vestia camisa amarela quando a mídia convocava logo sentirá a verdade.

           Eu, por aqui, ando feliz, pois trabalho com jovens em escola pública e eles estão lutando. Como diz Gonzaguinha: “Eu acredito é na rapaziada que segue em frente e segura o rojão.”

 Camila Tenório Cunha

14/10/2016

 

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Voltando ao Brasil colonial.

     Vivemos agora numa crise desproporcional de controle de manipulações de informações, abuso de poderes judiciários, mais uma vez a tentativa de entrega do país (por parte de nossas elites) aos capitais internacionais, tudo ao mesmo tempo.

         Neste caos preciso ir ao médico com minha filha, na sala de estar uma jovem da idade dela, negra,  cuida de um bebê branco, com um casal branco, não olha para ninguém, apenas para o chão, enquanto os pais conversam com a médica na sala de estar.

         Uma cena que não esperava ver na capital do país, em pleno século XXI e que me incomodou profundamente. Provavelmente foi este tipo de casal que bateu panelas e quer que tudo continue do mesmo modo, que não haja cotas, que as classes populares não entrem nas universidades, que o ENEM seja boicotado, bem como as escolas técnicas de qualidade.

         No dia anterior, como minha filha estava com caxumba, tinha ido numa manifestação à noite, assim que saí do IF. Como fui direto do trabalho cheguei cedo e poucos companheiros estavam por ali, sentei num banco perto da Biblioteca Nacional e fiquei conversando com companheiros. Logo chegou uma jovem negra, estudante da UNB e disse que estava ali para defender o projeto de país que a tinha colocado na UNB.

          Duas cenas antagônicas, a do dia do médico e da jovem estudante da UNB, a da sala de estar  sem chance, ainda refém de uma elite que se pudesse ainda mantinha a escravidão e outra que representa a luta contra o retrocesso.

          Não consigo pensar em país que dê certo com elitismo, separação de classes, raças, e outros absurdos. Prova estão em países como Irlanda, Suécia, Finlândia  e Cuba, onde todos possuem chances democráticas de acesso ao conhecimento, onde o trabalhador braçal recebe o ensino técnico se quiser, mas depois não terá tanta diferença do salário daqueles que gostam de estudar.

          O que fez com que estes países funcionassem? Foi uma elite controlando mídias e judiciário, construindo ódios, manipulações, separações entre as pessoas como algo ‘natural” ou projetos públicos e democráticos de participação, principalmente no conhecimento?

             Minha sensibilidade está aflorada e dolorida, quero de volta um país democrático onde as pessoas possam ser presas apenas depois que o judiciário tiver provas concretas contra elas.

               Onde todas a jovens da idade da minha filha possam tirar os olhos do chão, independente do trabalho, da cor de pele e que possam sonhar estudar.

                Este país que  estava se construindo, melhorando, sumiu de nossa vista e agora surge um que trouxe de volta o julgamento sumário, similar àqueles da época da Inquisição, onde as pessoas precisavam provar que não eram bruxas, ou, outros tempos sombrios.

                  Quero aquele  país das cotas, PROUNI, de volta e não quero mais acordar no Brasil Colônia, como tive a sensação de acordar outro dia.

     Camila Tenório Cunha, 28/09/2016

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

O que gostaria para um novo relacionamento, o que não gostaria.

Não acredito em fórmulas de sucesso, todavia, acredito em planejamentos, ponto.

Não custa deixar claro o que gostaria para um novo relacionamento, um que não me machuque, que não apague qualquer auto estima que possa restar, que não sufoque, todavia, que ao mesmo tempo seja companheiro.

Um companheiro que não eu precise ter medo de ligar qualquer hora, embora possa respeitar que isso não deva ser regra; que não tenha medo de segurar nas mãos e andar de mãos dadas pela rua e que saiba que eventualmente serei enlaçada pela cintura enquanto caminho, em pura ternura.

Um companheiro que tente chegar no horário e se não puder avise, mas que entenda minha irritação caso nada disso ocorra.

Que veja minhas qualidades e não fique apenas revendo meus defeitos, embora conversar sobre imperfeições faça parte, falar sempre sobre elas todo tempo pode minar qualquer vestígio de auto estima.

Um companheiro que possa passar horas conversando, em tempos livres também agendados por mim e não apenas por ele. Que as agendas sejam recíprocas e não convenientes apenas para ele.

Que haja ternura em horas de surpresas da vida e que haja quentura em tantas outras.

Mas que a vida seja plena e não fique mais para um lado ou outro da asa, assim sendo, que em equilíbrio  o relacionamento possa ser leve.

Um relacionamento leve que me puxe para cima e não faça eu me sentir um pneu detrás do carro, aquele velhinho que só é  usado em emergência.

“Se e quando”,  “pode ser que um dia me apaixone por você, mas estar com você é bom”, machuca demais.

Não nasci para ser daquelas que conseguem apenas o sexo sem amor, paixão ou entrega, preciso de tudo isso no pacote do sexo, preciso me sentir desejada, querida, mas também preciso estar apaixonada e saber que o outro também está.

Algumas mulheres conseguem se relacionar com alguns homens apenas por sexo, não sou assim, preciso do amor, da paixão, do sonho.

Que sonho? Aquele do vestido de noiva? Não…

Mas aquele sonho dos idosos com ternura conversando num parque, uma conversa cúmplice e cheia de ternura. Conversa de quem o sexo e a paixão da juventude ficaram nas lembranças, mas o amor se construiu.

Isso se constitui pressão para alguns homens, para mim faz parte da equação: sempre estou conhecendo um homem como amiga, talvez para depois namorar, penso se este alguém poderá ser uma boa companhia quando a idade avançar.

Todavia, preciso que este descobrir – se será ou não este cúmplice na velhice – seja uma descoberta leve, que não acabe com minha alegria pela vida.

Uma descoberta de risos, companheirismo, ternura, passeios, intimidade quente sim, mas todas as partes de uma vida.

A vida sempre pede  ternura, companheirismo, afago, amor, respeito e sobretudo equilíbrio em vários aspectos dela.

Continuarei solitária por mais alguns anos ou para sempre?

Camila Tenório Cunha

10/08/2016

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Estado exceção, sequestro da democracia e greve geral.

Todos estão falando em greve geral e neste estado de Exceção, que começou há tempos, quando Zé Dirceu foi condenado sem provas e culminou com o golpe em 54 milhões  e meio de votos, faz sentido.

Contudo, venho falar o que sempre falo: a educação deve ir por outro caminho. Fazer ocupações parciais de escolas, com palestras que conscientizem e digam tudo diferente do que diz a Globo e Cia, concordo.

Todavia, parar totalmente dentro da educação, principalmente num governo golpista que já fez muitas coisas em pouco tempo CONTRA a educação, não concordo.

Este governo já retirou a verba para o programa de permanência de estudantes nas universidades, o que é muito importante para manutenção do processo de democratização delas. Muitos estudantes de baixa renda conseguem vagas no Enem longe de casa  e estudam em cursos integrais, não conseguem trabalhar. Esta verba para estudantes era de suma importância, bem mais importante do que o aumento para o judiciário fornecido pelo governo golpista, que, aliás, havia sido negado pelo governo Dilma.

Este governo também ainda não se preocupou em renovar ou abrir licitação para realização do Enem, que já está próximo e todos nós sabemos que é um caminho para democratização das universidades.

A democracia real passa pela democracia do conhecimento, sem isso, nunca  será real.

Boicotar Enem, democratização do conhecimento, está na agenda dos golpistas, por isso acho que a educação deva protestar sim, mas sem parar totalmente, apenas parcialmente, com palestras, mesas de debates, uma ocupação de meio dia, shows, passeatas, etc.

Queremos que este governo golpista pare, então devemos apoiar a greve geral dos setores que eles se importam, como bancos, fábricas, transportes aéreos (terrestres eles não usam), etc.

Educação e saúde? Eles não se importam e em pouco tempo já demonstraram isso.

Invadir senado, congresso, etc, estou dentro se não tiver aula naquele dia.

Como disse, se eles não se importam com a educação: eu me importo.

Camila Tenório Cunha

14/06/2016

Professora Mestre, filiada ao SINASEF-SP.

armandinho professores são perigosas

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Uma semana…

Hoje faz uma semana do golpe branco…

     Naquele dia triste em que a Dilma saiu…

    Chegamos cedo, minha filha e eu…

    Depois chegariam mais e mais pessoas…

   Mas bem cedo éramos nós…

    Duas de vermelho…

    Bandeira do PT…

    Sendo ameaçadas por reacionários malucos, que sequer pareciam donos de corporações, apenas odiavam como as mídias ensinaram…

      Agora já enviei rosas pela internet…

     Mas aquela hora pedi uma flor ao jardineiro para dar para Dilma e infelizmente ele nos deu um cravo de defunto…

        Que não serviu e não dei.

        A Luta está viva.

      Nossa luta contra as elites é antiga, antes tínhamos nesta luta um saldo de 32 milhões de miseráveis, o exército de reserva, que conseguimos salvar…

      Antes jovens que não nasceram ricos ou na classe média alta não conseguiam estudar, neste tempo vários filhos de domésticas, pedreiros, estudaram.

      Agora o governo dialogava com os setores sociais e isso irritou mais ainda a elite branca, então houve o golpe.

       Lutemos pelo que sonhávamos e continuamos sonhando: um país justo, democrático, humano.

       Ganhei um cravo de defunto, mas não o entregarei para ninguém, pois ainda vivo, assim como meu sonho de um país e mundo melhor.

Camila Tenório Cunha

(Docente de um Instituto Federal)

19/05/2016IMG-20160512-WA0012

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized