Velhos textos…

            

 

         

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Minha filha e minha avó, cumplicidade e carinho sempre.

Minha filha e minha avó, cumplicidade e carinho sempre.

    Terceira idade e infância: uma observação.

               

             Uma amiga me pediu um texto que falasse sobre terceira idade e infância, não tinha. Mas tinha aos meus olhos minha avó de setenta e nove anos e minha filha de sete.

            Então comecei a observá-las: há algo diferente e melhor num relacionamento idoso-criança, há cumplicidade, há compreensão, há aquele diálogo mudo que as pessoas afins têm: como se fosse ambos excluídos deste mundo maluco onde o poder da produção manda.

           As duas conseguem conversar com os animais, apreciar coisas que já esquecemos. Ao longe elas conversam, conversam, trocam informações…

            Hoje resolvi escrever sobre isso para minha amiga porque quando fui buscar minha filha na escola ela e os amiguinhos estavam dizendo que lá havia um macaco. Ninguém conseguia acreditar, perguntas descrentes eram feitas às crianças.

              Eu também não demonstrei nada à elas, mas não acreditei que pudesse ter um macaco escondido na escola: coisa de criança, pensei.

             Ao chegarmos em casa estávamos jantando e a Lalá veio novamente com esta história:

             —      Bi, hoje tinha um macaco selvagem na escola.

            —    Coitado – respondeu minha avó muito séria – tão longe da mata dele, uma judiação o que fazem com os bichinhos selvagens…

           —   É  – respondeu a minha filha.

              Fiquei olhando para as duas naquele diálogo sério e percebi onde estava a cumplicidade das duas: uma acredita em tudo porque é ingênua, a outra porque já viveu demais e não tem motivo para desacreditar em mais nada neste mundo, tudo é possível. 

             Neste tudo ser possível os sonhos e as realidades se encontram, uma pela força da experiência, da verdadeira alteridade e respeito à todos os sujeitos que se aproximam, sujeitos que não são rivais, competidores, são simplesmente pessoas portadoras de sonhos.  Outra não tem experiência, porém tem o poder da fé, da esperança e da crença em todo ser humano, principalmente naqueles que a escutam seriamente, num franco diálogo.  Assim, as duas são cúmplices de um mundo que observam, amam, descobrem e redescobrem no cotidiano.   

           Nos desenhos animados e nas revistinhas do Maurício de Souza sempre estão rindo juntas! Nas brincadeiras: riem juntas, um riso tranquilo de quem não tem preocupações com a conta, o supermercado, a hora de chegar e sair do trabalho… É um “mesmo tempo” que não caminha com as máquinas da produção, o jogo do capital, entretanto com o jogo humano “do sonhar” e principalmente “compartilhar estes sonhos”. Na minha opinião temos muito que aprender com estas duas!

 

Camila Tenório Cunha

2003 

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                 Trinta anos (2002)

                   O que significa trinta anos viva?

                  …Acreditando que um dia toda a humanidade vai ser socialista… nem que seja daqui uns milhares de anos. Que a diversidade e as  diferenças não causarão guerras e que o poder não será tão importante, será mesmo insignificante, perto do Amor!

                    São trinta anos de sonhos.

                   Mas se não sonharmos como viveremos?

                  Conheço algumas pessoas (alunos das mais diversas idades, idosos, crianças, parentes, amigos, minha filha…), tão lindas na alma que me acostumaram mal: assim eu acredito MESMO que um dia a humanidade será pura paz!

                O que faremos se deixarmos de acreditar?

               São trinta anos de crença e fé no ser humano… no meu íntimo ignoro todo “desumano”: quero crer!

               São trinta anos crendo.

              Tive muitas decepções, algumas bem sérias que causaram muita dor… mas se não perdoamos como respiramos? Perdoar é preciso.

             São trinta anos de perdão.

             Continuo acreditando,  como aquela menina de 15 anos que um dia fui, que um dia vou encontrar um verdadeiro e real companheiro. Será possível? E que este companheiro vai  ser amante dos poetas, filósofos, que também chorou lendo Olga, que leu Erich Fromm, Ter ou Ser e que busca  SER…  Quem sabe também leu a infância de Elias Canetti e também riu muito com Veríssimo!

          Como aquela menina também continuo admirando histórias de amor como foi a de Paulo Freire pela primeira esposa, de Monteiro Lobato por “Purezinha” até o fim de seus dias… de Garibaldi por Anita… Será que um dia vou encontrar um homem apaixonado assim por mim?  São realmente trinta anos de sonhos.

        Será que algum dia alguma vírgula de meus sonhos se concretizarão?

      São trinta anos de sonhos no dia 13 de setembro de 2002.

     Camila Tenório Cunha

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Democracia nas universidades:

 

           Gostei de ver a passeata com – oficialmente – 3 mil pessoas na Paulista, em SP. Sabemos que se divulgam 3 mil podemos dobrar  porque sempre divulgam menos…

             É uma luta antiga, mas cada vez mais o PSDB paulista tem gostado do autoritarismo, aliás, foi o autoritarismo paulista que me fez prestar concurso em outro estado. Estava numa cidade onde o PSDB criou uma espécie de mini governo nazi-fascista, as pessoas defendiam o PSDB com paixão e não ouviam quem pensasse diferente. Uma coisa que gosto no PT é que as discussões são longas, mas elas existem, tem de tudo e vários gostos dentro.

               Eu me sentia, em São José dos Campos, como em uma mini Alemanha dos anos 30, só que não quis esperar para ir até um campo de concentração. Coisas parecidas ocorriam:  era uma educadora responsável, chegava adiantada, alunos, colegas, líderes gostavam do meu trabalho. Todavia, quando questionei pintura de salas de aulas com alunos dentro – bem como fizeram  outras colegas – reforma em pleno semestre, construção interminável de quadra (apenas uma cobertura meia boca, nenhum ginásio de fato), algo que acarretou dores nas costas porque na sala de aula vivia levantando as carteiras, a médica me afastou da função, recorri e voltei, mas o “castigo” durou um mês. Neste tempo o salário veio pela metade e não podia entrar em sala de aula, os alunos não entendiam e muito menos eu. Esta médica deve ter trabalhado, em outra vida, como médica da GESTAPO e feito aquelas experiências horríveis em seres humanos.

                  Esta mesma médica não suportava que questionassem o governo psdebista e quando alguém fazia isso ela punia. Fez isso com outros colegas, uma colega ainda a processa,  também foi fascista  com a filha de uma amiga, recém formada,  não deixou que ela entrasse, apesar de ter passado em concurso, porque  estava tratando um câncer – já estirpado – da tireóide. Ela recorreu em SP e ganhou, mas e a humilhação que sofrera na mão desta reencarnada da medicina nazi-fascista?

                  Por isso, quando vi a luta para retirar as PMs de dentro da USP, o questiomento ao Serra e à reitora, logo entendi… Lutam contra o fascismo.

                  Lutar contra o fascismo tem que ser assim mesmo: braços dados, cartazes e flores. Palavras, vozes e poesias… de muitos! Não existe outro jeito, uma só palavra, uma só poesia e uma só flor: o fascismo ignora e arrrasa em suas botas.  É preciso muitos braços, muitas vozes e milhares de flores com incansáveis poemas, para derrotar o nazi-fascimo. Ele é um câncer na humanidade e o PSDB paulista não percebe o quanto tem sido canceroso à população que aprende a praticar democracia. Como um trator o PSDB paulista tem investido em falsas e enganosas propagandas, negado salário digno aos professores e  – sobretudo – diálogo aos que questionam.

                     O conhecimento questionador incomoda qualquer autoritarismo, a democracia cresce com o diálogo, porém, o fascismo se incomoda com ele.

                     Força companheiros de SP, meu coração está com vocês!

                      Camila Tenório Cunha

                      18/06/2009

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 Tristezas e alegrias da vida, lutar ou se entregar?

                  Tenho pensado muito sobre tudo isso, o que nos faz lutar, o que nos faz deixar para lá…

                  Viktor E. Frankl, psiquiatra que foi prisioneiro em campo de concentração alemão  diz que se não temos um sentido, uma missão para a vida: morremos mesmo. Ele sobreviveu porque vivia da esperança de reencontrar sua esposa e terminar sua tese.

         Então estava meditando sobre isso, sobre tantas dores que eu e minha filha já passamos… mas mesmo assim ainda estamos vivas… Mas andava sentido falta de esperança, uma tristeza funda e uma alma muito machucada, para que, afinal, vivemos neste mundo? Para vermos injustiças e sentirmos rejeição?

                Eu estava bem amarga.

               Mas fui dar aula e vou sempre com o coração, sabendo que lá também vou encontrar outras dores que talvez precisem de maior apoio, esperança.

               Aconteceu que, depois de uma “queimada-quatro-cantos”, pedi que meus alunos de quinta série escrevessem a diferença entre esta e a “tradicional”, aquela em  que os “mortos”, crianças “queimadas”, ficavam só no fundo. Só que quando todos estavam acabando e se preparavam para os minutos livres da aula, onde eles se organizam em futebol, corda, enfim, os jogos que quiserem… P. ainda tinha seu papel em branco e quase chorava. Seu uniforme branco é um velho uniforme rosa, sua cor de pele é negra e seus olhos são tristes e cabisbaixos. No período da tarde freqüenta uma instituição profissionalizante para “crianças de risco”, a FUNDHAS.

       Então me lembrei das aulas de Neusa Gusmão, dos textos de Raul Iturra e que aquela criança, sobrevivente da vida, aluno animado nas “queimadas”, esbarrava no “saber formal”. Estava me lembrando disso quando um colega de P. me disse: “Fessora, deixa eu escrever para ele, ele não é bom em português”. A solidariedade do coleguinha de P. me comoveu e eu permiti, disse que podia ajudá-lo (inventei de pedir que os alunos tivessem um caderno para minhas aulas de educação física, se eu pudesse comprava um para cada um dos meus alunos da escola municipal).

        Pois bem, quando os dois terminaram os outros meninos já jogavam futebol, os times estavam prontos. P. e o colega seriam “próximos”. O colega solidário resolveu brigar, disse que não era justo, fiquei perto remediando a discussão, no fim ele acabou entrando. Quando procurei P ele estava encolhido no canto do palco, longe da quadra. Pedi que ele fosse brigar para entrar também, que fosse lutar pelo que era justo mas ele chorava. Percebi então que ele já lutara demais pela vida, difícil mais esta luta boba, eu também era assim, deixava as lutas bobas para lá… Tem hora que cansa.

              Então fui conversar com os líderes dos dois times e eles disseram que P.  teria    que ser o próximo, mas eles só tinham quinze minutos de jogo, achei injusto. Pedi mas uma vez, expliquei que achava injusto. Nada.

               Expliquei de novo. Nada.

               Então resolvi ser autoritária, cansei. Cansei como P., lembrei que às vezes na vida queria que me ajudasse assim, com autoridade. Peguei a bola e disse que na minha aula ninguém ficava de fora, ou todos que queriam brincavam ou ninguém brincava. Os dois  times foram buscar P que trinta segundos depois brincava feliz atrás da bola. Eu poderia morrer naquele segundo, depois de ser autoritária, que morreria feliz ao ver P feliz, brincando.

               Tive de ser autoritária, é verdade, mas foi para ensinar sobre o sentido da vida: a solidariedade.

                 Quando estava cansada, triste, também queria que fizessem isso por mim, que lutassem um pouco por mim, minha alma estava encolhida como o corpo de P. naquele canto da escola. O “ser”, como diz Eric Fromm, é que dá verdadeiro sentido à vida, principalmente “ser” amado. Ter o domínio da escrita não foi a pior dor de P. , pior tinha sido a rejeição. Pior de todas as dores é sempre a rejeição, só quem nunca foi rejeitado pensa ao contrário. “Ser” amado, ser parte de um jogo ou vários jogos, do amor ou vida, é o que dá sentido. Ficar fora deste jogo dói mais do que não dominar os “saberes formais”.

                 Pois a vida já machucou crianças como P. demais, não custa os educadores que se aproximam de crianças assim darem um pouco de “colo”, brigarem um pouco por ele.

                  Depois fiquei olhando P. feliz jogando futebol nos quinze minutos restantes da aula, aquele era sim o sentido da vida… Vamos esquecer por uns minutos nossas dores e pensar que há muitas por aí… todas precisam de alguém que digam: está bem, vou brigar um pouco por você, fique aí chorando, já lhe trago o riso. Ser pivô de um sorriso é o verdadeiro sentido da vida, é isso que eu penso.

       Camila Tenório Cunha

        Reflexões sobre as aulas.

        Carnaval de 2004.

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                                   A morte:

                                      Estava muito, muito, muito idosa! A minha avó materna estava com 93 (quase) e não era a pessoa mais doce que já conheci. Nem mais meiga ou “fina”.

 Só a veterana atriz Dercy Gonçalves gosta de palavrões tanto com ela gostava!

                                        Contudo a morte é estranha.

                                         Principalmente quando ela é dolorida.

                                          A morte da minha avó materna foi dolorida.

                                          Teve um sabor de algo injusto, um direito que não coube a ela viver: o de morrer “bem”.

                                           Por uma falta de apetite ela foi parar no Hospital Municipal de Parque (aqui em São José dos Campos). Lá minha mãe sofreu com minha avó por uma semana, chorava me contando como as enfermeiras eram estúpidas porque minha “avó falava palavrões”. Enfermeiras não são preparadas para lidar com a senilidade? Porque professores são preparados para lidarem com alunos de todo jeito!

                                          Como minha mãe é professora de escola particular voltou a trabalhar dia 23 de janeiro, tinha planejamento. Eu ficava com minha filha (que ainda estava de férias) e minha avó ficava sozinha pelas manhãs. Pois num dia depois do almoço minha mãe chegou e viu a perna da minha avó “inchada”. O que seria?

                                         Minha mãe brigou dias e dias para tirarem radiografia de minha avó, a aliança dela sumiu, o braço inchou também, tudo muito triste. Diria que um pesadelo.

                                          Quando meu irmão conseguiu transferi-la para o hospital da Vila, que é da UNIFESP, minha avó ficou três dias, bem tratada, mas não resistiu e morreu.

                                           As pessoas dizem: mas ela já estava “velhinha”.

                                           Entretanto a morte dela não teve um tom de descanso merecido, teve um véu da injustiça e do caos que vivemos.

                                            Falta competência, falta amor para as pessoas que trabalham nos serviços públicos, principalmente na saúde.

                                            Camila Tenório Cunha

                                            31/01/2008

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“ A vida é tão rara.”

                        http://www.youtube.com/watch?v=x6IMbbCBhKY

   Todos os dias, quando pego a estrada para trabalhar, tenho certeza que poucos percebem o que o cantar   “ Paciência”, do Lenine,  quer dizer.

    É uma estrada esburacada, repleta de curvas a cada meio quilômetro ou menos, mão dupla, faixas apagadas, com uma população que usa seu acostamento como calçada ou ciclovia.

    Mesmo assim as pessoas passam há mais de 120 km/h e me empurram para o acostamento todos os dias, às vezes de surpresa pela frente, vindo em outra mão, às vezes surge do nada atrás do carro, basta que eu diminua para que passem por cima.

    As placas da estrada em alguns lugares indicam 40 km/h, está certo, assim seria exagerado, mas 120/140 km/h? O lugar da estrada que mais se aproxima do que as pessoas andam indica  80 km/h, só conheço uma pessoa que anda nesta velocidade: esta que lhes escreve.

      Deste modo, desde janeiro tenho quase morrido umas duas vezes por percurso, sendo que o faço umas duas vezes por dia. Há alguns dias estava chovendo e… muito! Pensa que diminuíram? Não, nem um pouco.

      Se eu morrer uma criança ficará sem mãe, três irmãos sem irmã, pais sem filha e uma avó de 84 anos sem neta… Bom, estas são as pessoas que tenho quase certeza que sentirão minha falta. Ah… Devo acrescentar uma certeza, minha cachorra: a Princesa. Quem irá passear com ela?

       A verdade é que vejo que por alguns segundos a mais no tempo as pessoas quase morrem ou quase matam. Algumas  me empurram para o acostamento e se  nele estiver um pai de família, várias tinha, mas nãio fui, afinal, não devemos ir para acostamento em curvas ou lombadas, não é? E se uma criança que caminha para escola? Se eu matar uma vida, tão rara para alguém, tão preciosa, como viverei depois? Se eu segurar na faixa e bater, como minha filha viverá depois?

       Muitas vezes as pessoas ultrapassam numa curva que eu sei que virá, uns dois segundos depois,  um aumento de faixa na pista. Dura pouco, mas o suficiente para ultrapassar com segurança. Pois vejo as pessoas quase baterem de frente, quase causarem tragédias e logo depois surgirem as faixas duplas.

            Vejo isso todos os dias.  Será que elas nunca pensam que poderiam ter matado alguém que vinha sossegado na sua própria faixa? Algum pai, alguma mãe, enfim, alguém que a ausência doerá demais? Será que não pensam que matariam por “bobeira”, já que logo  viria a faixa para ultrapassar? Será que não sentem culpa em arriscar a vida alheia?

        Hoje resolvi escrever sobre isso porque quase morremos duas vezes quando íamos até Belo Horizonte, e, estávamos ainda nos recuperando do susto, quando vimos um acidente em que dois carros devem ter se chocado de frente, e o mais estranho, numa das poucas retas que a estrada possui. Um carro nem pude identificar a marca, ainda mais que não sou a pessoa que mais entende de carros do mundo, ficou um ferro tão bem retorcido…

        Por que as pessoas não percebem que as “vidas são raras”, sempre alguma será preciosa para alguém? Por que matam tão facilmente nas estradas? Por que não percebem que em ultrapassagens perigosas, velocidade alta demais para o tipo de estrada, pouca distância do veículo dianteiro, podem acabar tirando a vida de alguém?

       Não entendo este descaso com a vida, vejo um carro apenas como um meio de se locomover para onde preciso, um meio e não um fim. E mais: não quero que ele seja O fim, ainda quero ser cineasta depois que me aposentar como professora. Será que ninguém pode sonhar uma velhice sossegada neste país?

 

 

Camila Tenório Cunha

09/05/2009

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       (…)

Será possível relacionamentos melhores?

 

                 Há pouco tempo atrás teve uma campanha em SP, de uma ONG, que dizia: “Gentileza, passe adiante”. Há alguns anos um filme famoso sobre um menino que formou uma corrente de boas ações e ironicamente foi morto por violência gratuita (“A corrente do bem”) emocionou ao mundo inteiro.

                 Outro dia chorei ao assistir uma reportagem com Ariano Suassuna porque a bondade dele me emocionou, atualmente toda bondade me comove. Um dos momentos mais emocionantes da entrevista foi quando a repórter perguntou o motivo dele ter começado a escrever algo tão dramático e depois ter mudado para a comédia. Ele respondeu, apontando para trás da repórter, que foi quando “a” alegria entrou na vida, então a câmara focalizou a esposa dele que risonha assistia à entrevista! Que lindo!!

                 É preciso buscar alegria no amor, nas pequenas palavras, nos pequenos gestos, ele é construído dia a dia, com todos, da esposa como fez Ariano Suassuna, aos desconhecidos como fazia o menino do filme (representado pelo ator mirim Haley Osment), aliás, 4% da bilheteria deste filme no Brasil foi para Doutores da Alegria e outras fundações que promovem o bem, como a do ex-jogador Raí.

                  Promover boas ações, mesmo que seja um pássaro de origami pela paz, como fez a pequena japonesa vítima da Bomba de Hiroxima, a pequena Sadako Sasaki, contribuem para nos fazer acreditar em um mundo melhor, aquela energia quente que move a humanidade chamada esperança.  Eu me lembro de uma colega professora da prefeitura, quase se aposentando, que passava por problemas pessoais e um dia que entrava triste um menino da quinta séria lhe deu um abraço, na hora que ela mais precisava. Ela conseguiu trabalhar feliz, fez outras crianças felizes e a corrente do bem naquela escola, aquele dia, esteve garantida.

               Acredito em relacionamentos melhores, com compaixão, solidariedade,  gentileza, carinhos gratuitos, surpresas doces…

              Uma Páscoa doce, com abraços com sabor de chocolate para todos os amigos, onde possamos acreditar que algo melhor renascerá em nós, através de nós, no dia a dia de onde fomos escolhidos para viver.

 

   04/04/2009         

     

      

Filha e avó paterna.

Filha e avó paterna.

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